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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Psicologia Positiva 2: a importância do conceito de resiliência


A resiliência é frequentemente referida por processos que explicam a "superação" de crises e adversidades em indivíduos, grupos e organizações (Yunes & Szimansky, 2001, Yunes, 2001, Tavares, 2001).
Alguns estudiosos reconhecem a resiliência como um fenómeno presente e comum no desenvolvimento de qualquer humano (Masten, 2001).
Em psicologia, o estudo do fenómeno resiliência e relativamente recente e a sua definição não é clara.
Os precursores do termo resiliência na Psicologia são os termos invencibilidade ou invulnerabilidade, ainda bastante referidos na literatura. Vários autores (Masten & Garmezy, 1985; Rutter, 1985; Werner & Smith, 1992) relatam que "em 1974, o psiquiatra infantil E. J. Anthony introduziu o termo invulnerabilidade na literatura da psicopatologia do desenvolvimento para descrever crianças que, apesar de prolongados períodos de adversidades e stress psicológico, apresentavam saúde emocional e alta competência" (Werner & Smith, 1992).
Segundo Rutter (1985, 1993), um dos pioneiros no estudo
da resiliência no campo da Psicologia, invulnerabilidade passa uma ideia de resistência absoluta ao stress, de uma característica imutável, como se fossemos intocáveis e sem limites para suportar o sofrimento. Rutter (1993) considera que invulnerabilidade passa somente a ideia de uma característica intrínseca do indivíduo, e as pesquisas mais recentes têm indicado que a resiliência ou resistência ao stress é relativa, que as suas bases são tanto constitucionais como ambientais, e que o grau de resistência não tem uma quantidade fixa, mas sim, varia de acordo com as circunstâncias (Rutter, 1985).
Martineau (1999) detectou três perspectivas distintas nos discursos vigentes sobre resiliência.
Em primeiro lugar, cita o discurso dominante e bem-documentado dos especialistas, resultante de elaborados estudos psicométricos e da análise estatística dos dados obtidos por medidas e em ambientes controlados através de resultados de testes, notas de escola e perfis de personalidade ou temperamento. Estes são alguns exemplos de instrumentos utilizados para se chegar a um conjunto de características e traços que identificam a "criança/pessoa resiliente".
Martineau sumariza que os principais traços vistos como características fixas da resiliência, que formam um consenso na opinião de diversos autores são: sociabilidade, criatividade na resolução de problemas e um senso de autonomia e de proposta.
Em segundo lugar, a autora analisa o discurso experiencial, menos valorizado e subordinado ao discurso dos especialistas, cuja base são os estudos qualitativos, com dados obtidos a partir de histórias de vida de adultos relatadas a psicoterapeutas (e identificados por outras pessoas como "resilientes"), nas quais "estão embutidas as idiossincrasias de memória, narrativa, identidade, interpretação e subjectividade" (Martineau, 1999).
Em terceiro lugar, Martineau apresenta o discurso de pessoas que trabalham directamente com crianças e adolescentes (educadores, psicólogos, assistentes sociais).

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Psicologia Positiva: uma nova abordagem

Historicamente, a Psicologia preocupou-se em investigar patologias, negligenciado os aspectos saudáveis dos seres humanos. Mas, a partir de 1998, assumindo a presidência da American Psychological Association, Seligman iniciou movimento denominado Psicologia Positiva, que visa oferecer nova abordagem às potencialidades e virtudes humanas, estudando as condições e processos que contribuem para a prosperidade dos indivíduos e comunidades.

Surge um "novo" paradigma de investigação, ou seja, há uma mudança de perspectiva - do negativo para o positivo. A Psicologia Positiva passa a abordar o funcionamento positivo da personalidade, o bem-estar subjectivo e o ensino da resiliência. As emoções e sentimentos têm um papel crucial na forma como as pessoas reagem às circunstâncias do meio. Há ainda algumas actividades que favorecem o bem-estar psíquico e consequentemente, a forma de ver o mundo.

O que é então a psicologia positiva??

A psicologia positiva é o estudo científico das forças e virtudes que capacitam os indivíduos e as comunidades a superarem -se.

A psicologia positiva não é um movimento filosófico ou espiritual. Não é um exercício de auto ajuda nem uma forma mágica para ser feliz. É sim, um ramo da psicologia que estuda as potencialidades dos seres humanos, e as qualidades individuais e colectivas que proporcionam vitalidade e sentido à vida.

Emoções positivas levam a uma vida de satisfação. A psicologia positiva permite fazer a ponte entre a ciência e a vida, promovendo de forma abrangente o caminho para o bem-estar emocional e para uma vida mais realizada.

Viver positivamente permite a construção de uma nova atitude do Eu sobre si próprio e sobre a sociedade em que o mesmo se integra. Permite também, uma melhor capacidade de adaptação às mudanças através de uma atitude inovadora, criativa e divertida.

A psicologia positiva pode “prescrever” o que é bom para a saúde, atribuindo assim, a cada indivíduo, a possibilidade de recorrer às suas competências e de desenvolver um estado de equilíbrio e de natural Felicidade.







segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que é a felicidade?!


Pois é meus caros, este é um tema que dificilmente se chegará a uma definição sólida, sobre o que é a felicidade. Para alguns felicidade é dinheiro, para outros pode ser apenas poder ver o sol nascer todos os dias, depende da visão que cada um de nós tem da vida e da realidade que nos rodeia, personalidade, educação, ambição, objectivos de vida e classe social, entre outros factores determinantes e intrínsecos a cada um de nós.

Segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”. Em suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.

Estar feliz ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os projectos.

Não há respostas concretas mas há pistas do que leva até ela. O filósofo grego Aristóteles afirmava, há mais de 2 mil anos, que a felicidade se atinge pelo exercício da virtude e não da posse.

Segundo o psicólogo israelita Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, passamos a julgar nossa felicidade não pela situação actual, mas pela perspectiva de melhorar de vida no futuro.

Como vemos ate psicólogos têm visões diferentes e têm alguma dificuldade em explicar este conceito, a mais recente área de estudo neste campo é a Psicologia Positiva e dedica-se ao estudo daquilo que nos torna pessoas mais felizes, mais saudáveis e realizadas. Diz-nos Seligman, por muitos considerado o pai da Psicologia Positiva, que compreender e facilitar a felicidade e o bem-estar subjectivo é o objectivo central da Psicologia Positiva (Seligman, 2002, in Carr, 2004).


Então meus caros o que é a felicidade afinal??

Aguardo sugestões e opiniões vossas!


Dicas para felicidade

• Aprenda a viver aqui e agora.

• Valorize o aspecto positivo.

Redescubra a sua própria inocência.

Conceda-se pequenos prazeres.

Deixe agir o seu instinto.

Fotografe seus momentos felizes.

Respire profundamente, faça exercícios e cuide da saúde

Use a criatividade

Deixe fluir a sua energia interior.

Ouse


Em breve irei aprofundar mais sobre o que é a psicologia positiva num outro post, de forma a entendermos melhor esta área de estudo.